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Quanto Custa Abrir um Inventário no Brasil? Guia Completo de Custos e Como Pagar

Quanto Custa Abrir um Inventário no Brasil? Guia Completo de Custos e Como Pagar

Perder um familiar já é difícil o suficiente. Aí vem o inventário, e com ele uma conta que a maioria das famílias não estava esperando.

Não é só o advogado. São impostos estaduais, taxas de cartório, certidões, registros. E tudo isso precisa ser pago antes de qualquer bem ser transferido, antes de qualquer conta bancária ser liberada, antes de qualquer coisa.

O custo total de um inventário varia de R$ 8.000 a mais de R$ 150.000, dependendo do valor do patrimônio, do estado e da modalidade escolhida (judicial ou extrajudicial).

Neste guia, detalhamos cada um desses custos com números reais, mostramos como eles variam por estado e, ao final, explicamos o que fazer quando a família não tem esse dinheiro disponível agora.

Os três custos que toda família vai ter no inventário

Independente do tamanho do patrimônio ou do estado, todo inventário tem três componentes de custo obrigatórios. Nenhum é opcional.

1. ITCMD: o imposto sobre herança

O ITCMD (Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação) é um imposto estadual cobrado sobre o valor dos bens herdados. Cada estado define sua própria alíquota, e a variação é significativa:

Estado Alíquota do ITCMD
São Paulo 4% (fixa)
Minas Gerais 5% (fixa)
Rio de Janeiro 4% a 8% (progressiva)
Paraná 4% (fixa)
Pernambuco até 8%
Bahia 4% a 8% (com isenção até R$ 100 mil por herdeiro)

Na prática: para um imóvel de R$ 400.000 em São Paulo, o ITCMD sozinho é R$ 16.000. Antes de qualquer advogado, antes de qualquer cartório.

Atenção ao prazo: o inventário precisa ser aberto em até 60 dias após o falecimento (art. 611 do CPC). Em São Paulo, atrasar além de 180 dias gera uma multa adicional de 20% sobre o ITCMD. Em outros estados, a multa pode chegar a 0,33% ao mês.

2. Honorários advocatícios

A presença de um advogado é obrigatória por lei, tanto no inventário judicial quanto no extrajudicial (art. 610, §2º do CPC). Os honorários seguem as tabelas da OAB de cada estado, mas são livremente negociados.

A referência mais comum é entre 6% e 10% do valor total do espólio, com piso mínimo em torno de R$ 5.000 em 2026. Em casos mais simples, alguns escritórios trabalham com valor fixo.

3. Taxas de cartório ou custas judiciais

Aqui o custo varia conforme a modalidade do inventário:

  • Inventário extrajudicial (cartório): emolumentos para lavratura da escritura no Tabelionato de Notas mais registro da partilha no Cartório de Registro de Imóveis. Para patrimônios de até R$ 100 mil, os emolumentos ficam entre R$ 1.800 e R$ 2.700. Para patrimônios entre R$ 100 mil e R$ 1 milhão, entre R$ 2.700 e R$ 8.000.

  • Inventário judicial: custas processuais que variam de 1% a 4% do valor dos bens, dependendo do tribunal e do estado. No total, um inventário judicial pode consumir entre 8% e 15% do valor bruto da herança só em taxas, impostos e despesas.

O inventário extrajudicial costuma custar 40% a 60% menos que o judicial, além de ser concluído em 30 a 90 dias contra anos no processo judicial.

Quanto fica no total? Estimativas por faixa de patrimônio

Para facilitar o planejamento, veja as estimativas consolidadas para inventário extrajudicial em São Paulo (uma das referências mais comuns), considerando ITCMD de 4%, honorários no piso da OAB/SP e emolumentos médios:

Patrimônio ITCMD (4%) Cartório Honorários Total estimado
R$ 100 mil R$ 4.000 R$ 2.500 a 3.500 R$ 5.000 R$ 11.500 a 12.500
R$ 250 mil R$ 10.000 R$ 3.500 a 5.000 R$ 5.000 a 8.000 R$ 18.500 a 23.000
R$ 400 mil R$ 16.000 R$ 5.000 a 8.000 R$ 5.000 a 12.000 R$ 26.000 a 36.000
R$ 750 mil R$ 30.000 R$ 7.500 a 11.000 R$ 12.000 a 25.000 R$ 49.500 a 66.000

Para patrimônios acima de R$ 500 mil, o extrajudicial pode custar entre R$ 35.000 e R$ 80.000. O judicial, para o mesmo patrimônio, pode ultrapassar R$ 150.000.

Além desses três itens principais, ainda existem despesas extras que muitas famílias não contam:

  • Certidões e protocolos: R$ 800 a R$ 1.500

  • Avaliações de imóveis e bens: R$ 500 a R$ 2.000

  • Taxas de transferência de veículos (Detran): variável por estado

  • Registros adicionais de imóveis: variável

No total, essas despesas extras somam entre R$ 1.000 e R$ 6.000 dependendo da complexidade do espólio.

O problema que ninguém fala: pagar antes de receber

Existe um paradoxo cruel no inventário brasileiro: você precisa pagar para ter acesso ao que já é seu por direito.

O ITCMD, os honorários e as taxas de cartório vencem antes da partilha. Antes de qualquer imóvel ser transferido, antes de qualquer conta bancária ser liberada. A família precisa ter esse dinheiro disponível agora, não depois.

E aí surge o problema real: o patrimônio está bloqueado no inventário, mas os custos para desbloquear esse patrimônio precisam ser pagos com dinheiro que a família muitas vezes não tem em caixa.

É um paradoxo cruel: o patrimônio está bloqueado dentro do inventário, mas o dinheiro para desbloqueá-lo precisa vir de fora.

Sem uma saída clara, muitas famílias acabam tomando decisões que pioram a situação:

  • Adiam a abertura esperando "juntar o dinheiro" e acumulam multas sobre o ITCMD

  • Vendem um bem às pressas, abaixo do valor real, só para pagar as taxas

  • Ficam anos sem poder usar ou transferir o que já é legalmente deles

Nenhuma dessas saídas resolve o problema. Elas apenas trocam um custo por outro, frequentemente maior.

Como pagar os custos do inventário sem travar o processo

A boa notícia é que existem alternativas além de "pagar do próprio bolso ou esperar".

Parcelamento com o advogado

Alguns escritórios aceitam parcelar os honorários, especialmente quando o espólio tem bens de valor. Vale negociar diretamente. O ITCMD e as taxas de cartório, no entanto, geralmente não têm essa flexibilidade.

Gratuidade de justiça

No inventário judicial, famílias de baixa renda podem solicitar a gratuidade das custas processuais. Isso não cobre o ITCMD nem os honorários do advogado, mas reduz uma parte do custo.

Antecipação de capital para inventário

Esta é a alternativa mais eficiente para famílias com patrimônio significativo mas sem liquidez imediata. Funciona assim: uma empresa especializada antecipa o valor necessário para cobrir ITCMD, honorários e taxas de cartório. A família paga apenas depois da distribuição final dos bens, usando a própria herança como garantia.

É exatamente o que a Herdei faz. Já antecipamos mais de R$ 10 milhões para mais de 1.100 famílias em todo o Brasil, cobrindo os custos do inventário para que o processo possa seguir sem travamentos financeiros. O pagamento acontece somente após a conclusão do inventário e a distribuição dos bens, sem comprometer o patrimônio da família durante o processo.

Exemplo real: a família Vieira precisava de R$ 184.300 para cobrir ITCMD, honorários advocatícios e custas do inventário. Sem esse capital disponível, o processo ficaria parado indefinidamente. Com o adiantamento da Herdei, o inventário foi aberto no prazo e concluído sem que a família precisasse vender nenhum bem às pressas.

O que fazer agora

Se você está no início desse processo, o primeiro passo é entender o tamanho do custo que está à sua frente. Some o valor de todos os bens do espólio, aplique a alíquota do ITCMD do seu estado e some uma estimativa de honorários e cartório. Esse número vai orientar toda a sua estratégia.

Não espere para abrir o inventário. Cada mês de atraso pode significar multas adicionais sobre o ITCMD, além de manter o patrimônio da família bloqueado por mais tempo.

Se o custo parece inviável agora, você não precisa resolver isso sozinho. Na Herdei, avaliamos o espólio, apresentamos uma proposta clara e, se aprovada, o capital fica disponível em até 15 dias. Você paga apenas depois que o inventário for concluído e os bens distribuídos.

Sem comprometer o patrimônio da família durante o processo. Sem vender nada às pressas.

Simule quanto a Herdei pode antecipar para o seu inventário

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